quinta-feira, 14 de setembro de 2017
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
10 Fatos sobre gatos que você provavelmente não sabia

Bonitinhos, fofinhos, misteriosos e taciturnos. Os gatos possuem muitos admiradores, porém seu jeito misterioso de ser não é uma unanimidade. São conhecidos por sua beleza e arrogância, além de, claro, sua capacidade de inspirar incontáveis e-mails com apresentações em power point. Dúvidas sobre seu felino favorito? Conheça as 10 coisas que você não sabia sobre eles:
Cuidando do Bem Estar do seu Cachorro
1 – Gatos ganham de cachorros…

… Ao menos em números absolutos e nos Estados Unidos. Segundo a Associação Médica Veterinária Americana, havia cerca de 81,7 milhões de gatos nos domicílios dos EUA em 2007, em comparação com 72,1 milhões de cães. Isso significa que pouco mais de 32% das casas estadunidenses possuem um gato, e cada domicílio tem, em média, pelo menos dois bichanos.
No Brasil, porém, os cães ainda dominam, com 27 milhões contra 12 milhões de gatos, segundo dados do IBGE.
A propósito, cães e gatos podem viver juntos sem causar histeria em massa. Um estudo publicado em 2008 descobriu que se os cães e gatos se conhecem quando o felino tem menos de 6 meses de idade, e o cão menos de um ano, as duas espécies podem conviver em paz.
O estudo diz que confrontos entre diferentes espécies pode ser nada mais que uma falha de comunicação. Os outros animais não entendem os olhares desconfiados dos gatos ou a submissão dos cães, por exemplo. Entretanto, se os bichos se conhecerem desde pequenos, eles passam a entender uns aos outros, afirmam os pesquisadores, quase como se fossem bilíngues.
2 – Gatos são bebedores peculiares

Cuidando do Bem Estar do seu Cachorro
Quando você assistir a um gato tomando água ou leite, saiba que está assistindo a um processo delicado. Em vez de simplesmente “escavar” o líquido para a boca, como os cães fazem, o gato toca a ponta da língua na superfície do líquido, criando uma coluna que se estende quando ele puxa a língua para trás. Logo antes de a gravidade superar o movimento ascendente da língua do gato, enviando o líquido de volta para baixo, o felino fecha seu maxilar, capturando o gole.
Em cada um desses processos, os gatos domésticos engolem cerca de 0,1 mililitros de líquido. Com quatro lambidas por segundo, eles conseguem beber cinco colheres de chá (24 ml) a cada minuto.
3 – Gatos têm um pênis perigoso

Os gatos possuem uma característica curiosa em seus órgãos genitais: centenas de espinhos. Ninguém sabe ao certo para que servem esses espinhas de milímetros de comprimento. Especula-se que eles possam melhorar o estímulo sexual para o macho ou talvez evitar que o pênis escorregue para fora da vagina da fêmea durante a ejaculação. De acordo com um estudo de 1967, as gatas só ovulam após a estimulação genital, então é possível que as espinhas penianas desempenhem um papel importante no sentido de garantir a ovulação.
Gatos machos castrados cedo, entretanto, geralmente não desenvolvem os espinhos no pênis. Isso porque os espinhos crescem em resposta aos hormônios masculinos. Quando um gato é castrado, seus níveis de androgênios despencam e os espinhos ou não se desenvolvem ou se retraem.
4 – Gatos são propensos a engordar

Os seres humanos não são a única espécie com problemas com a balança – Garfield que o diga. Nossos animais de estimação estão ficando cada vez mais gordos. Cerca de 54% dos cães e gatos domésticos estadunidenses estão com sobrepeso ou são obesos. Em números brutos, são cerca de 50 milhões de gatos rechonchudos.
A maioria dos gatos que vivem em ambientes fechados fazem pouca atividade aeróbica, o que significa que eles precisam de muito pouco em termos de calorias. Um gato de 4,5 quilos, por exemplo, necessita de apenas cerca de 180 a 200 calorias por dia. A obesidade chega quando os felinos ingerem bem mais do que isso. Uma porção da comida para gatos da marca Friskies, por exemplo, possui 381 calorias.
5 – Gatos podem ser menos inteligentes que cachorros…

Apesar de sua fama e pose de superior, os gatos podem ser mais “burros” do que os cães. Um estudo de 2010 concluiu que as espécies sociais como os cães têm experimentado um crescimento maior do cérebro ao longo dos últimos 60 milhões de anos, em comparação com animais solitários como os gatos.
Um artigo do ano anterior já havia confrontado a inteligência felina com a canina – com vitória dos cachorros. Os cães se mostraram mais inteligentes em alguns campos, enquanto os gatos dominaram outras áreas, mas o desempate veio a favor do animal mais útil para o homem. Dado que tudo que um gato faz é caçar passarinhos e cães podem farejar drogas, resgatar alpinistas perdidos e até mesmo diagnosticar câncer, os cães foram declarados os mais inteligentes das duas espécies.
Porém, alguns podem argumentar que passar a vida relaxando ao sol (com intervalos ocasionais para correr atrás de ratos) é um tipo próprio de inteligência.
6 – …Mas isso não significa que gatos são burros
Cuidando do Bem Estar do seu Cachorro

Os cães podem ter mais uma vida social mais ativa, mas não subestime o cérebro felino. Ano passado, pesquisadores flagraram um gato selvagem imitando o som emitido por um pequeno macaco para chamar a atenção da presa.
O gato-maracajá, um parente muito próximo da jaguatirica, que habia a Amazônia, já foi visto fazendo barulhos de macaco perto de um grupo desses animais. Quando os micos se aproximaram para investigar o som, o gato-maracajá tentou uma emboscada. Neste caso, um dos macacos percebeu a artimanha felina e salvou os outros animais com um grito de alerta. Apesar disso, a observação sugere que os gatos selvagens podem ser ainda astutos do que pensamos.
7 – Gatos têm uma péssima memória

Os gatos se lembram de obstáculos em seu ambiente por cerca de 10 minutos, de acordo com um estudo de 2007. Além do mais, os gatos têm uma memória muscular melhor do que visual.
Quando os cientistas impediram o movimento de gatos domésticos após as suas pernas dianteiras terem superado um obstáculo, mas antes que levantassem as pernas de trás, os felinos só se lembraram que teriam de superar o obstáculo novamente nos dez minutos seguintes. Quando os gatos viam o obstáculo, mas estavam distraídos com a interrupção dos pesquisadores, eles esqueciam do obstáculo.
8 – Gatos controlam a sua mente

É verdade, donos de gatos: seu bichano está no comando. Alguns gatos têm aperfeiçoado um ronronar agudo infalível aos ouvidos humanos. Um estudo de 2009 descobriu que os humanos consideram essa mistura de alegria e agressividade difícil de ignorar. Os gatos tendem a usar esse recurso quando querem comida, e seus proprietários recebem a mensagem e atendem ao pedido dos bichanos. Quem tem gato em casa sabe do que eu estou falando, certo?
9 – Os parasitas dos gatos também controlam sua mente

Um parasita que se reproduz em gatos tem a capacidade de manipular animais – incluindo os seres humanos. O protozoário Toxoplasma gondii é um mestre controlador de mentes. Ele infecta os ratos e os faz agir imprudentemente e ir para lugares onde provavelmente sejam capturados por gatos. E é exatamente isso que o parasita quer, já que ele só pode se reproduzir no estômago dos felinos.
Mas o controle mental exercido pelo Toxoplasma gondii também se estende aos seres humanos: pessoas que vivem em países com altas taxas de infecção pelo parasita apresentaram maior probabilidade de ser neuróticos do que pessoas que vivem em áreas onde as taxas de infecção são baixas. Neuroticismo é um traço de personalidade caracterizado pela ansiedade e insegurança. Se muitas pessoas são infectadas (provavelmente através do contato com gatos), os cientistas especulam que é possível que o T. gondii possa mudar o comportamento de culturas inteiras. Sempre lave as mãos depois de acariciar seu bichano.

De todas as possíveis consequências das alterações climáticas, esta é provavelmente a mais fofinha: temperaturas mais quentes e invernos mais curtos podem levar a períodos mais longos de procriação para os gatos. Com isso, mais gatinhos viriam ao mundo. Porém, isso infelizmente pode não ser uma coisa boa.
Em 2007, a organização de adoção de animais de estimação Across America avisou que cada vez mais e mais gatinhos aparecem em abrigos em todos os Estados Unidos, uma tendência atribuída aos verões mais longos. Uma vez que os gatos são procriadores de tempo quente, invernos mais curtos significam um intervalo menor entre as ninhadas. A solução é simples, de acordo com a organização: castre seu gato e contribua para o controle da superpopulação de gatinhos, independentemente da temperatura que faz lá fora. [LiveScience]
Um mito sobre os gatos que é realmente verdade

A maioria de nós conhece pelo menos um mito sobre gatos. Talvez tenha a ver com a largura de seus bigodes ou com a lenda de que aqueles que são totalmente pretos dão azar. A maioria destes mitos não passam de conversa para boi dormir, como se diz no interior. Porém, o fenômeno conhecido como “clipnosis” é real.
Para aqueles não familiarizados com o termo, “clipnosis” refere-se ao fenômeno pelo qual um gato se torna de repente imóvel por causa de um aperto suave da pele solta na parte de trás do seu pescoço. É um pouco como aquele gesto de os segurar pela nuca, apenas mais suave – mas nós vamos chegar a isso em um segundo.
É fácil ser cético quando se ouve falar em clipnosis. A própria palavra é uma junção que faz referência direta a hipnose – um termo que não costuma ter a melhor das aceitações – e de clipes – isso mesmo, aqueles usados para segurar grandes maços de papel. A expressão “hipnose animal” às vezes é usada para descrever uma variedade de comportamentos de imobilidade desencadeados por uma série de estímulos. Apesar disso, o uso da frase é problemático por ser comprovadamente impossível hipnotizar, de fato, animais, que entrariam apenas em um estado catatônico.
Mesmo assim, uma pesquisa procurou explorar o fenômeno da clipnosis empiricamente. Liderado por Tony Buffington, professor de Ciências Clínicas Veterinárias da Universidade Estadual de Ohio (EUA), o estudo examinou a eficácia da clipnosis, colocando clipes padrões de encadernação medindo 5 centímetros ao longo da pele do pescoço de 31 gatos. Felizmente, Buffington e seus colegas se referem ao fenômeno não como “clipnosis”, mas como “inibição comportamental induzida por beliscão”, ou “PIBI” (do inglês, “pinch-induced behavioral inhibition”).
“PIBI é apenas uma descrição muito clara de exatamente o que é”, explicou Buffington. Além de descrever o método utilizado e a resposta obtida, o cientista ressalta que essa sigla também evita “o mais antropomórfico termo ‘hipnose'”, ao mesmo tempo que diferencia da ação de segurar os felinos pela nuca. Chamado de “scruffing”, o hábito é mais intenso e, afirma Buffington, controverso de tratar estes animais. “A PIBI é realmente uma forma muito mais suave do scruffing”, conta.
Apenas um dos gatos do estudo de Buffington não mostrou uma resposta positiva aos prendedores de papel. Entendamos uma resposta “positiva” por aquela em que o gato se torna passivo, sua coluna se curva e sua cauda mergulha entre as pernas.
Outras observações levaram Buffington e seus colegas a concluir que a PIBI não é nem um medo nem uma resposta à dor. As pupilas dos gatos não dilataram – uma resposta fisiológica vista frequentemente em animais amedrontados -, seus batimentos cardíacos não aumentaram e sua respiração não acelerou. Os gatos também se mantiveram sensíveis, em contraste com o que é chamado de “imobilidade tônica”, em que o animal congela e se torna totalmente indiferente diante de estímulos altamente ameaçadores. No final, Buffington e seus colegas concluíram que a resposta fisiológica vista com a PIBI provavelmente é uma evolução para tornar mais fácil para as gatas mamães transportarem seus gatinhos.
Mas por que isso funciona?
A hipótese do transporte materno sugerida por Buffington e seus colegas reproduz a de outros pesquisadores que estudam a imobilização dos animais. Na verdade, respostas fisiológicas semelhantes à PIBI têm sido observadas em vários animais, incluindo camundongos, ratos, coelhos, cães e porcos-da-índia. Ao fazer uma busca no Google Scholar, que reúne trabalhos acadêmicos, por “imobilidade dorsal” ou “imobilidade no transporte”, podem ser consultados cerca de 200 estudos datando de várias décadas que investigaram este e fenômenos semelhantes em um animal ou outro, muitos dos quais fazem referência direta à hipótese do transporte materno.
Em contraste, pouco tem sido dito sobre o porquê de este método de imobilização ser tão eficaz – fisiologicamente, no caso. “Uma das razões pelas quais decidimos chamar a resposta de ‘inibição comportamental induzida por beliscão’, é que [esta descrição] não assume um mecanismo”, esclarece Buffington. Em outras palavras, a “PIBI” não pretende oferecer uma explicação sobre a razão do beliscão induzir a inibição comportamental, só afirma que ele o faz.
No início deste ano, no entanto, houve um grande avanço. Em um artigo publicado na edição de maio da “Current Biology”, os pesquisadores liderados pelo neurocientista japonês e pesquisador do Instituto do Cérebro Riken, Kumi Kuroda, realizaram um estudo que comparou uma ampla gama de respostas fisiológicas ao transporte materno em filhotes não apenas de camundongos, mas também humanos. Surpreendentemente, a equipe de Kuroda constatou que, em ambas as espécies, o ato de uma mãe carregar sua cria leva quase que imediatamente a três respostas muito semelhantes na criança: a cessação do choro, a passividade e uma diminuição na frequência cardíaca.
Essa descoberta inter-espécies foi impressionante por si só, contudo o estudo também forneceu alguns insights sobre os mecanismos neurais de efeitos calmantes do transporte materno. Com ratos, a equipe foi capaz de investigar os mecanismos subjacentes em experiências que não poderiam ser feitas com os bebês humanos. Eles aplicaram uma anestesia local no pescoços dos filhotes e bloquearam quimicamente sinais neurais produzidos por movimento. Privar os filhotes desses insumos sensoriais inibiu o efeito calmante de ser transportado. A remoção cirúrgica de partes do cérebro e testes de ratos com anomalias neurais permitiu à equipe acompanhar a adoção de uma postura compacta para o córtex cerebelar, que, não surpreendentemente, acredita-se que esteja envolvido no controle da postura e do equilíbrio. E eles descobriram que levou mais tempo para as mães ratas resgatarem os filhotes que haviam sido anestesiados, de modo que eles não poderiam se enroscar, ou drogados, de modo que não se tornaram passivos. Um recém-nascido passivo, quieto e compacto seria mais fácil para uma mãe levar para longe do perigo.
Além do mais, visando quimicamente os sistemas nervoso simpático e parassimpático dos filhotes de rato, os pesquisadores foram capazes de mostrar que interromper o último inibiu a diminuição da frequência cardíaca induzida pelo transporte observada em filhotes normais, permitindo que eles sejam imobilizados.
O resultado? A resposta calmante provocada por beliscar a nuca de um rato é possível graças à regulação coordenada de vários sistemas fisiológicos, incluindo a sensação tátil, propriocepção e múltiplos caminhos do sistema nervoso central.
Mas talvez a descoberta mais importante, no contexto da discussão sobre a PIBI, tem a ver com as semelhanças entre o transporte de bebês de seres humanos e camundongos. Os seres humanos, obviamente, não puxam seus filhos por seus pescoços, porém o fato de que as mesmas respostas fisiológicas foram observadas em uma criança humana e em um filhote de rato sugere que os efeitos calmantes do transporte materno são altamente preservados entre espécies de mamíferos – e oferece ainda mais evidências de que “clipnosis”, apesar do lamentável nome, é um fenômeno real. [io9]
E você que pensava que seu gato era domesticado
E você que pensava que seu gato era domesticado
Pergunte a qualquer um que não gosta de gatos e você vai ouvir um testemunho de que eles são distantes, apenas ocasionalmente sociáveis, e que absolutamente nos comeriam no minuto em que morrêssemos no nosso sono.
Enquanto os amantes dos felinos juram que suas pequenas bolas de pelo jamais fariam isso, lamento informar que eles poderiam muito bem fazê-lo. Isso porque um estudo descobriu que apenas alguns genes – exatamente 13 – separam o Garfield do rei da selva.
Esses genes são os que regulam coisas como pelagem e docilidade. O resto do gato “doméstico” ainda é um gato selvagem, e os pesquisadores estão dizendo agora que, na melhor das hipóteses, eles são apenas semi-domesticados.
Pergunte a qualquer um que não gosta de gatos e você vai ouvir um testemunho de que eles são distantes, apenas ocasionalmente sociáveis, e que absolutamente nos comeriam no minuto em que morrêssemos no nosso sono.
Enquanto os amantes dos felinos juram que suas pequenas bolas de pelo jamais fariam isso, lamento informar que eles poderiam muito bem fazê-lo. Isso porque um estudo descobriu que apenas alguns genes – exatamente 13 – separam o Garfield do rei da selva.
Esses genes são os que regulam coisas como pelagem e docilidade. O resto do gato “doméstico” ainda é um gato selvagem, e os pesquisadores estão dizendo agora que, na melhor das hipóteses, eles são apenas semi-domesticados.
Diferença pequena
Os críticos de gatos frequentemente os descrevem como criaturas imprevisíveis e ariscas que meramente toleram a nossa presença para a sua conveniência. De acordo com pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington (EUA), eles estão corretos.
Gatos têm vivido ao lado dos humanos por 9.000 anos. Nestes 9.000 anos, porém, eles mantiveram a maior parte de sua composição genética. Os pesquisadores mapearam o DNA de um gato doméstico chamado Cinnamon (“Canela”, em português) e o compararam com o DNA de humanos, cães e gatos selvagens. Não há muita diferença entre a composição genética dos nossos gatos de casa e seus primos selvagens.
Na verdade, eles descobriram que apenas 13 genes apresentam mudanças. Ou seja, os gatos continuam a ser praticamente os mesmos que eram em estado selvagem. Eles mantiveram os mesmos sentidos e habilidades, as mesmas dietas à base de carne, e os mesmos sistemas digestivos para lidar com ser carnívoro. Também, ainda estão equipados para serem capazes de caçar e encontrar seu próprio alimento, de forma que realmente não precisam de nós.
Os críticos de gatos frequentemente os descrevem como criaturas imprevisíveis e ariscas que meramente toleram a nossa presença para a sua conveniência. De acordo com pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington (EUA), eles estão corretos.
Gatos têm vivido ao lado dos humanos por 9.000 anos. Nestes 9.000 anos, porém, eles mantiveram a maior parte de sua composição genética. Os pesquisadores mapearam o DNA de um gato doméstico chamado Cinnamon (“Canela”, em português) e o compararam com o DNA de humanos, cães e gatos selvagens. Não há muita diferença entre a composição genética dos nossos gatos de casa e seus primos selvagens.
Na verdade, eles descobriram que apenas 13 genes apresentam mudanças. Ou seja, os gatos continuam a ser praticamente os mesmos que eram em estado selvagem. Eles mantiveram os mesmos sentidos e habilidades, as mesmas dietas à base de carne, e os mesmos sistemas digestivos para lidar com ser carnívoro. Também, ainda estão equipados para serem capazes de caçar e encontrar seu próprio alimento, de forma que realmente não precisam de nós.
Relação de benefícios mútuos
Enquanto os cães foram criados seletivamente e intercruzados ao longo de gerações e gerações para acentuar certas características e livrar-se de outras, gatos só foram criados em raças distintas pelos últimos 200 anos ou mais. Isso significa que os cães tiveram milhares e milhares de anos para se tornar mais dependentes de nós para a sua sobrevivência, enquanto os gatos…
Eles apenas nos toleram.
As diferenças nos genes de gatos selvagens e “domésticos” são quase inteiramente cosméticas. Se referem a cores e padrões de pelagem, e estão nos genes que determinam a estrutura de seus rostos. Apenas algumas alterações estão em genes para docilidade.
Isto vai de acordo com a forma como nós pensamos que o gato foi domesticado.
Enquanto os cães foram criados seletivamente e intercruzados ao longo de gerações e gerações para acentuar certas características e livrar-se de outras, gatos só foram criados em raças distintas pelos últimos 200 anos ou mais. Isso significa que os cães tiveram milhares e milhares de anos para se tornar mais dependentes de nós para a sua sobrevivência, enquanto os gatos…
Eles apenas nos toleram.
As diferenças nos genes de gatos selvagens e “domésticos” são quase inteiramente cosméticas. Se referem a cores e padrões de pelagem, e estão nos genes que determinam a estrutura de seus rostos. Apenas algumas alterações estão em genes para docilidade.
Isto vai de acordo com a forma como nós pensamos que o gato foi domesticado.
Domesticação que de domesticação não tem nada
A teoria diz que os humanos decidiram ter gatos por perto porque eles eram úteis em manter as pragas longe das casas e da comida. Eles matam ratos e similares, e para que fizessem isso nas casas de pessoas específicas, elas passaram a recompensá-los.
Mas, ao invés de realmente domesticar os animais, os humanos apenas incentivaram um comportamento natural dos felinos que já eram mais inclinados a não ter medo de nós.
Por conta disso, conseguimos selecionar os gatos que eram geneticamente mais dóceis e mais propensos a aceitar a presença humana para viver em nossas casas, mas absolutamente não os domesticamos. Nós não seletivamente reproduzimos traços que poderiam ter tornado os gatos mais controláveis, como muitas pessoas pensam que eles são hoje.
Isso porque ainda queríamos que eles fossem capazes de caçar, pegar ratos, patrulhar nossos campos, nossas culturas e nossos celeiros. O que os torna úteis é o que os torna independentes, e isso vale para todos os cerca de 600 milhões de gatos “domesticados” do mundo.
A teoria diz que os humanos decidiram ter gatos por perto porque eles eram úteis em manter as pragas longe das casas e da comida. Eles matam ratos e similares, e para que fizessem isso nas casas de pessoas específicas, elas passaram a recompensá-los.
Mas, ao invés de realmente domesticar os animais, os humanos apenas incentivaram um comportamento natural dos felinos que já eram mais inclinados a não ter medo de nós.
Por conta disso, conseguimos selecionar os gatos que eram geneticamente mais dóceis e mais propensos a aceitar a presença humana para viver em nossas casas, mas absolutamente não os domesticamos. Nós não seletivamente reproduzimos traços que poderiam ter tornado os gatos mais controláveis, como muitas pessoas pensam que eles são hoje.
Isso porque ainda queríamos que eles fossem capazes de caçar, pegar ratos, patrulhar nossos campos, nossas culturas e nossos celeiros. O que os torna úteis é o que os torna independentes, e isso vale para todos os cerca de 600 milhões de gatos “domesticados” do mundo.
domingo, 10 de setembro de 2017
Uma coisa que as pessoas precisam entender sobre os gatos
Uma coisa que as pessoas precisam entender sobre os gatos
Você provavelmente não conhece o seu gato tanto quanto pensa. De acordo com uma pesquisa recente feita com proprietários de gatos no Reino Unido, a maioria das pessoas não tem muita ideia sobre a vida de seus bichanos.
A ecologista Jennifer McDonald e sua equipe perguntaram às pessoas quantos animais mortos seus gatos trouxeram para casa em um mês médio, e, em seguida, mantiveram o controle sobre os gatos para ver o que eles estavam realmente fazendo. A maioria das pessoas ou subestimou ou superestimou muito as tendências de caça de seus animais.
A verdade é que os gatos são predadores. Super fofinhos, mas predadores. Durante milhões de anos, eles evoluíram para caçar e matar pequenos animais. De seus olhos para as pontas de suas caudas, os gatos são pequenas e completamente adoráveis máquinas de caça. O instinto os leva a caçar, seja quando eles estão perseguindo e atacando um rato do brinquedo ou um real. Se os gatos estão dentro de casa, eles vão ser muito mais felizes se puderem fingir que estão perseguindo pássaros através de uma janela ou se têm muitos brinquedos que simulam uma presa para atacar. Claro, se eles estão ao ar livre, com acesso real a presas vivas, eles vão fazer um safári.
Isso não é um alerta contra gatos. É apenas biologia. No final das contas, nossos animais de estimação serão mais felizes, e nós também, se nós os encararmos como eles realmente são e amá-los por isso.
Gatos vs. biodiversidade
Cada um dos gatos no estudo trouxe para casa cerca de dez presas em um mês, mas especialistas em comportamento de animais afirmam que os gatos só trazem para casa cerca de um terço de suas mortes reais. As outras presas são comidas na cena do crime, ou destruídas na brincadeira, ou simplesmente deixadas para trás.
O número não é muito grande visto isoladamente, mas considerando que gatos domésticos não fazem parte dos ecossistemas em que caçam, eles podem desempenhar um fator de desequilíbrio, uma vez que o sistema já possui predadores naturais. O resultado global é que os donos de gatos não parecem perceber – ou preferem não perceber – como os hábitos de caça de seus gatos causam um impacto total muito maior sobre os ecossistemas locais do que eles imaginam.
Pra fora
Se você acha que colocar um sino em seu gato dá às aves do bairro uma chance de escapar, pense novamente. Os pesquisadores queriam saber quais os fatores que contribuíam para a contagem da matança dos gatos, assim, mantiveram o controle sobre vários detalhes da vida felina e, em seguida, compararam o número de animais mortos que os gatos trouxeram para casa. Vestir um sino não faz qualquer diferença para o número de mortos ou para o tipo de alimento que os gatos comeram. Também não houve diferença de gênero entre os caçadores felinos; as gatas tinham a mesma probabilidade de voltar para casa com um troféu de caça do que gatos machos.
A quantidade de tempo que um gato passa fora de casa, independentemente da hora do dia, parece ser a única coisa que interessa, mesmo que eles tenham evoluído como caçadores noturnos. Os gatos mais jovens trouxeram para casa mais presas do que os mais velhos, provavelmente porque estavam em melhor forma física. Os gatos que viviam perto de campos agrícolas também trouxeram para casa mais presas, o que é facilmente explicado pela abundância de diferentes tipos de animais selvagens nessas áreas.
Pra dentro
Mesmo descobrindo sobre os hábitos de caça de seus bichanos, os proprietários que responderam a pesquisa foram rigidamente contrários a quaisquer medidas que pudessem restringir a liberdade dos seus animais de estimação. 60% das pessoas discordaram da ideia de que os gatos eram prejudiciais para os outros animais. Enquanto isso, 98% dos entrevistados disseram que se opunham a manter seus gatos dentro de casa em tempo integral.
No entanto, os dados indicam que os gatos estão muito mais seguros dentro de casa. No geral, gatos caseiros tendem a ter vidas mais longas e mais saudáveis do que os gatos que vagueiam livremente para fora. A caça é um negócio perigoso, e o gato nem sempre ganha, então gatos ao ar livre podem ser gravemente feridos se brigam com o animal selvagem errado. Eles também podem pegar doenças infecciosas e parasitas de suas presas, o que significa que o seu gato pode voltar para casa com pulgas, carrapatos ou raiva. O mundo exterior está cheio de perigos feitos pelo homem, também. Os carros são uma das principais causas de morte de gatos ao ar livre. [Gizmodo]
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